Barroco no Brasil
Contexto histórico
Iniciou-se no fim do século XVI na Europa, teve seu ápice no século XVII, e se prolongou até o início do século XVIII. O movimento surgiu como uma forma de reagir às tendências humanistas, tentando reencontrar a tradição cristã. Nesse período o Estado Absolutista se consolidava. No Brasil, o panorama histórico do período esta situado durante a política de colonização, com o estabelecimento dos engenhos de cana-de-açúcar em Salvador (BA), capital do Brasil. A produção literária não foi favorecida nesse período, pois a disputa pelo poder no Brasil era evidente e chamava toda a atenção. O Barroco se estabeleceu no Brasil no final do século XVIII e predominou por todo o século XIX.
Características do Barroco Brasileiro
Busca de efeitos decorativos e visuais, através de curvas e colunas retorcidas; entrelaçamento entre a arquitetura e escultura; violentos contrastes de luz e sombra; pintura com efeitos ilusionistas, dando-nos às vezes a impressão de ver o céu. Presença da tonalidade dourada, decorados com anjos e motivos florais e arabescos. O Barroco compreende dois estilos: o primeiro estilo abrange as regiões enriquecidas pelo comércio do açúcar e pela mineração: (MG, PB, PE, BA, RJ); e outro estilo é típico das das regiões fora do centro econômico da época: (SP)
O BARROCO NA BAHIA
Salvador (capital): centro econômico da região mais rica do país.
Destaque: Igreja e Convento de São Francisco de Assis
Características:
- Considerada “A igreja mais rica do Brasil”
- Possui 03 naves; presença de motivos florais, arabescos dourados, anjos e atlantes.
- Frontão de linhas curvas.
| Igreja de São Francisco, em Salvador, com frontão de característica barroca |
| Interior da Igreja |
O BARROCO EM PERNAMBUCO
Recife: sede da Companhia Comercial de Pernambuco e Paraíba (a partir de 1759);
como era um importante centro de negócios, desenvolveu a cidade.
Destaque: Igreja de São Pedro dos Clérigos
Características:
- Portada barroca trabalhada em pedra
- Verticalidade (incomum no Brasil no século XVIII)
- Internamente possui um púlpito, altares entalhados em pedra e o teto pintado.
| Fachada da Igreja de São Pedro dos Clérigos |
| Interior da Igreja de São Pedro dos Clérigos |
O BARROCO NA PARAÍBA
João Pessoa: possui um conjunto arquitetônico muito importante.
Destaque: Igreja, convento e capela da Ordem Terceira.
Características:
- Apresenta dois muros que ladeiam a igreja, formando um adro.
- O cruzeiro tem base piramidal.
- Internamente possui uma ampla nave,
a capela possui no seu teto pinturas que causam ilusão de ótica.
a capela possui no seu teto pinturas que causam ilusão de ótica.
BARROCO NO RIO DE JANEIRO
Rio de Janeiro: torna-se o centro de intercâmbio entre a região mineradora e Portugal, em 1763 recebe o título de capital do Brasil.
Destaque: Aqueduto da carioca
Arte Indígena Brasileira
A arte indígena brasileira é muito diversificada.
Aqui abordaremos somente a Cultura Marajoara e a Cultura Santarém.
- Realidade Indígena
A brutal redução numérica dos nativos brasileiros se deu por uma série de fatores, consequentemente, a sua cultura misturou-se aos costumes europeus e africanos, destruindo sua genuinidade. Porém, resistem ao tempo alguns trabalhos de uma beleza ímpar, dinâmica e alegre.
- Arte Utilitária
A arte é definida e caracterizada entre as muitas atividades realizadas pelos índios, ou seja, quando nos refirimos à "arte indígena" estamos atribuindo um conceito próprio que é estranho ao índio.
> O objeto parecia muitas vezes ser mais perfeito na sua execução que na sua atividade.
> Arte que representa mais as características da comunidade que a personalidade do indivíduo.
- O PERÍODO PRÉ-CABRALINO
"Antes dos portugueses alcançarem terras brasileiras, nosso território era ocupado por uma infinidade de povos que rompiam as compreensões de mundo do homem europeu. De forma equivocada, ao chegarem aqui, os portugueses acreditavam que os índios formavam uma cultura comum portadora de pequenas variações de comportamento e costume. Ainda hoje, essa primeira constatação de nossos colonizadores está bem afastada das atuais 218 etnias e 218 línguas e dialetos proferidos por nossos indígenas." Brasil Escola
a) Cultura Marajoara
Localização: Ilha de Marajó
- Construíram habitações, cemitérios e locais para as cerâmicas.
- Os trabalhos com cerâmica tem forma antroporfas que podem ser classificados em:
1. VASOS DOMÉSTICOS (simples, não apresentam superfície decorada.)
2. VASOS CERIMONIAIS
3. VASOS FUNERÁRIOS
(tanto os cerimoniais como os funerários possuem pintura bicromática ou policromática, com incisões na cerâmica e desenhos em relevo)
(tanto os cerimoniais como os funerários possuem pintura bicromática ou policromática, com incisões na cerâmica e desenhos em relevo)
"A civilização marajoara rivalizaria com outras civilizações ameríndias nas manifestações artísticas, como pintura corporal, modelagem de barro, cestaria, adornos de plumas. Mas o terreno de Marajó, extremamente úmido e sujeito a inundações, afogou a própria identidade. Restou, sobretudo, a cerâmica; em particular a ritual - as igaçabas; os traços simétricos e harmoniosos as definem como arte geométrica ou estilizada.
(estudiosos discutem ainda a finalidade das estatuetas que representam os seres humanos de modo estilizado onde não há preocupação em ser fiel a realidade, serviriam de adorno? Ou apenas nos ritos cerimoniais?)
Para aumentar a resistência da cerâmica, os marajoaras agregavam-lhe substâncias calcinadas: casca de árvore, carapaça de tartaruga, pó de pedra e conchas; e o cauxi, esponja silicosa que recobre a raiz das árvores permanentemente submersas. Usavam tintas vegetais e minerais. Para o vermelho, urucum e cajuru. Para o preto, jenipapo e axuã; carvão e fuligem. Coziam, a peça e aplicavam verniz obtido do breu do jutaí. Davam às tangas tratamento ainda mais delicado: lixavam com folhas de caimbé e poliam com caroços de inajá, taboca ou língua de pirarucu." Almanaque Brasil
| Tangas (tapa-sexo usado pelas mulheres) – talvez as únicas, não só na América mas em todo o mundo, feitas de cerâmica. |
a) Cultura Santarém
Localização: Região próxima ao rio Tapajós e Amazonas.
- Os trabalhos com cerâmica apresentam uma decoração complexa.
- Além das pinturas e desenhos, as peças apresentam ornamentos em relevos com figuras humanas ou de animais.
- Presença de CARIÁTIDES: figuras de mulheres que apoiam a parte superior de um vaso.
- Destaca-se ainda a produção de cachimbos.
- As estatuetas são representadas com mais realismo a fim de representar o cotidiano fielmente.
Última Carta à Theo ( Van Gogh)
Gosto das várias biografias sobre Van Gogh, esse personagem sempre me inquietou. Lembro que anos atrás passava tardes inteiras me deliciando com uns livros antigos do meu pai. Um dia ao virar a página de um desses livros me deparei com uma imagem de fundo alaranjado, com um homem fumando cachimbo, um olhar pertubador e com a orelha enfaixada. Aquela imagem ficou semanas na minha cabeça... Eu queria saber mais e mais sobre ele. Ao mesmo tempo que aquela imagem me dava uma sensação de medo e angústia, também despertava a minha curiosidade. E foi assim que me apaixonei. Minha admiração vem aumentando cada vez que pego algo sobre sua vida e obra.
Van Gogh, em toda sua existência, se mostrou um ser misterioso e incompreendido, prova disso está nas cartas ao seu irmãoTheo. Esta, foi atribuida como a última:
Van Gogh, em toda sua existência, se mostrou um ser misterioso e incompreendido, prova disso está nas cartas ao seu irmãoTheo. Esta, foi atribuida como a última:
"Nunca me preocupei em reproduzir exatamente aquilo que vejo e observo. A cor serve para me exprimir, Théo: amarelo terra, azul corvo, lilás sol, branco pomar, vermelho Arles... Sulfurosas cores cintilando sob o mistério das estrelas na profunda noite afundadas onde me alimento de café, absinto, tabaco, visões e um pedaço de pão, Théo, que o padeiro teve a bondade de fiar. O mistral sopra mesmo quando não sopra, os pomares estão em flor, o mistral torna-se róseo nas copas das ameixeiras, Arles continuou a arder quando tentei matar aquele que viu a minha paleta tornar-se límpida, mas acabei por desferir um golpe contra mim mesmo.
Théo, cortei-me uma orelha e o mistral sopra agora só de um lado do meu corpo, os pomares estão em flor e Arles, Théo, continua a arder sob a orelha cortada...
Por fim Théo, em Auvers voltei a cara para o sol apontando o revólver ao peito, senti o corpo como um torrão de lama em fogo regressar ao início num movimento de incendiado girassol."
Arte no Egito Antigo
Para entendermos melhor a Arte no Egito, é necessário situarmos no contexto histórico dessa civilização.
Localização
Contexto Histórico
Os nomos e os nomarcas:
Os nomos eram comunidades autônomas que desenvolviam uma agricultura rudimentar, chefiadas pelos nomarcas. Posteriormente, para a melhoria dos diques e canais de irragação, deu-se a união dos nomos, dessa união se formaram dois reinos : “Alto Egito” no sul do Nilo e “Baixo Egito” no norte do Nilo. Anos depois, Menés, governante do Alto Egito, impôs a unificação dos reinos, tornando-se o primeiro Faraó.
Localização
| Localizado no nordeste da África entre os desertos da Líbia e Iraque |
Contexto Histórico
Os nomos e os nomarcas:
Os nomos eram comunidades autônomas que desenvolviam uma agricultura rudimentar, chefiadas pelos nomarcas. Posteriormente, para a melhoria dos diques e canais de irragação, deu-se a união dos nomos, dessa união se formaram dois reinos : “Alto Egito” no sul do Nilo e “Baixo Egito” no norte do Nilo. Anos depois, Menés, governante do Alto Egito, impôs a unificação dos reinos, tornando-se o primeiro Faraó.
O faraó
Era reconhecido como mandatário supremo;
Concentrava as terras e todo o poder em suas mãos;
Era a encarnação do Deus vivo.
A Arte do Egito Antigo
ANTIGO IMPÉRIO
ANTIGO IMPÉRIO
Capital Mênfis (atual Cairo)
Destaca-se a construção das pirâmides de Gizé e a esfinge do faraó Quefren
Queops: A Pirâmide de Quéops, também conhecida como a Grande Pirâmide, é um dos monumentos mais pesados que já foi construído pelo homem. Aproximadamente possui 60 mil metros quadrados, 2.3 milhões de blocos de rocha, cada um pesa em torno de 2,5 toneladas e com 146 metros de altura. Levou cerca de 20 anos de trabalho onde toda a população egípcia foi recrutada para os trabalhos.
A esfinge do deserto de Gizé representa o faraó Quéfren, possui cerca de 20 metros de altura e 74 metros de comprimento. A ação erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe um aspecto misterioso e enigmático.
| Detalhe de uma das pirâmides de Gizé |
| Esfinge de Gizé |
MÉDIO IMPÉRIO
Obras de Irrigação
Aumento da área agrícola
Aumento da área agrícola
Início das construções dos templos de Carnac e Luxor.
NOVO IMPÉRIO
Apogeu da civilização Egípcia
Expulsão dos invasores “EXODO”
Faraó de destaque: Amenófis IV, o Rei herético - promoveu uma revolução religiosa criando uma religião monoteísta com o culto a Aton
SOCIEDADE EGÍPCIA
1º Faraó e família
1º Faraó e família
2º Sacerdotes e Funcionários do estado
3º Massa camponesa.
3º Massa camponesa.
Tribunal de Osíris: Tribunal encarregado de julgar as almas,era composto de 42 deuses por ele chefiados (juízes). A alma, depois de fazer a sua defesa através do Livro dos Mortos, deveria declarar-se inocente dos 42 pecados e confirmar as suas virtudes. Depois, seu coração, símbolo da consciência, era pesado numa balança por Anúbios. Se fosse inocente, ia viver em bosques com pássaros canoros e lagos cheios de lotos e gansos. Os deuses presentes, cujo nomes aparecem ao alto escritos em hieroglifos, devem ser reverenciados pelo morto. Ser condenado no Tribunal de Osíris significava "morrer pela segunda vez". A família também tinha obrigações com o parente do morto: deveria lhe ofertar alimentos no túmulo. Se não o fizesse, os mortos castigariam. O coração do morto é pesado numa balança e deveria ser tão leve quanto a pluma, que está de contrapeso; portanto sem culpas nem falhas.
| Detalhe da representação do Tribunal de Osíris |
Mumificação
É o nome do processo em que retiram-se os principais órgãos, dificultando assim a sua decomposição. Geralmente, os corpos são colocados em sarcófagos de pedra e envoltos por faixas de algodão ou linho. O processo de mumificação durava cerca de 70 dias.
É o nome do processo em que retiram-se os principais órgãos, dificultando assim a sua decomposição. Geralmente, os corpos são colocados em sarcófagos de pedra e envoltos por faixas de algodão ou linho. O processo de mumificação durava cerca de 70 dias.
Livro dos mortos
Referências
História Geral/ Cláudio Vicentino
História da Arte/ Graça Proença
Histórias do Mundo
PB Deus
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