Avatar.





AVATAR é um filme escrito e dirigido por James Cameron que estreou no Brasil em dezembro de 2009 e apesar de apresentar uma temática ficcional, o filme enfatiza muitos elementos presentes em nosso cotidiano.
 Somos conduzidos a uma viagem espetacular à Pandora, lugar fictício, de atmosfera tóxica onde humanos e nativos lutam por, respectivamente, exploração e proteção de um minério poderoso. O ano é 2154, e o avatar é criado para imitar o corpo dos nativos, os chamados Na'vi. que possuem entre suas características a cor da pele azul, 3 metros de altura e um rabo. Jake Sully um paraplégico e herói da história, é escolhido para dar continuidade ao trabalho do irmão que havia morrido. O trabalho consistia exatamente em infiltrar-se entre os Na'vi, e encontrar o lugar onde estaria a maior concentração do minério raro, exatamente na Árvore da Vida. De caráter relutante, em sua primeira experiência com o avatar, Jake empolga-se com a emoção de poder andar novamente, e perde-se do grupo, no meio da floresta corre perigo e por sorte encontra uma nativa (Neytiri), ela decide deixá-lo mais ao perceber um fenômeno, ela leva Jake ao clã dos Na'vi. Desse encontro nasce uma bonita amizade, Jake é acolhido pelos Na'vi, se apaixona por Neytiri e quando se dá conta está muito envolvido com a vida em Pandora, no meio dessa guerra, chega um ponto em que Jake deve decidir de que lado esta.
O filme vai muito além dos efeitos especiais, um ponto muito enfatizado pela mídia, mas além desse atrativo, podemos estabelecer uma rede que liga presente, passado e futuro. Vivemos a complexidade de um mundo que entre suas engrenagens arrojadas estão a ambição desenfreada, o turbilhão das rápidas e acessíveis transformações tecnológicas que acabam por nos tornar marionetes e agentes de um comportamento desmedido. Acabamos tornando-nos sujeitos de uma realidade terrível: escravos da busca de tentativas em solucionar problemas que teimamos em criar e muitas vezes desnecessários.
Podemos ainda enfatizar uma comparação histórica:
1) Anacronismo: os Na'vi eram vistos como selvagens e incivilizados por viverem à sua maneira e por defenderem a natureza, bem aos moldes da colonização européia no século XVI;
2) Ambição: na história do mundo moderno a exploração das riquezas minerais de espaços geográficos considerado “inferiores” como, por exemplo, o caso das colônias de Portugal e Espanha;
3) A supremacia de uma raça: no filme temos os humanos x Na'vis, no panorama terráqueo e em termos políticos, podemos fazer uma alusão à supremacia estadunidense;
4) Preocupação com o meio ambiente: talvez, assim como os terráqueos do filme, antes de 2154 teremos que empreender um novo processo de colonização, dessa vez em planetas.

Na minha opinião o filme causa um impacto emocional, com seu caráter ecológico e político, e sutilmente tenta retratar que toda essa avalanche de tecnologia, um dia pode nos causar danos irreparáveis. A vontade é de ir embora para Pandora e viver com toda aquela exuberante biodiversidade, (e por que cargas d'água esse lugar não existe?) a sensação após assistir o filme é de como somos acomodados em relação às nossas atitudes e comportamentos! Como estamos preocupados demais com problemas muitas vezes tolos, ínfimos. Talvez, mais empenho na questão do desenvolvimento sustentável pode nos render saldos positivos, mas até lá há muito que refletir e agir. Aliado a todo esse discurso ainda encontramos uma história de amor, onde valores complexos são modificados em prol de um bem comum.
Enfim, o filme AVATAR possui além da temática abordada nesse texto, vários simbolismos podendo ser descortinada em outros pontos de vista, resumindo-se numa suposta previsão para o mundo através de uma crítica à ambição desenfreada do homem em relação à natureza ou mesmo ao feroz modelo político atual e do lamentável comportamento e descaso do ser humano frente ao conforto que tais empreendimentos podem acarretar. 

Joyce Gonçalves .

Arte na Pré-história

Embora seja chamado "Pré-história", sabemos que não existe uma fase anterior à História e sim à escrita. A arte desse período tinha caráter pragmático, ou seja, a arte produzida possuía uma utilidade, material, cotidiana ou mágico-religiosa: ferramentas, armas ou figuras que envolvem situações específicas, como a caça. Este período período pode ser dividido de forma bem simples como:


Paleolítico Inferior/Superior (Idade da Pedra Lascada)
Mesolítico
Neolítico (Idade da Pedra Polida)


No período Paleolítico Inferior o homem vive em pequenos grupos nômades; desenvolve a liguagem e passa a se comunicar; fabrica utensílios de pedra, osso,madeira; usa traje de pele para se proteger do frio. No período do Paleolítico Inferior surge a primeira tecnologia: o domínio do fogo.
No Paleolítico Superior o homem da Pré-História começa a cozinhar os alimentos, se proteger do frio, habitar as cavernas... nesse período surgem as primeiras manifestações artísticas, as chamadas pinturas rupestres, isto é, pinturas feitas em paredes de cavernas.


As pinturas são de cunho naturalistas/realistas: figuras de animais e cenas de caça. As mais famosas são as pinutas de Altamira na Espanha e Lascaux na França

Bisões Altamira/ Espanha


Detalhe das mãoes em positivo e negativo - Altamira/ Espanha

Na escultura, temos a ausência da figura masculina e a presença das vênus, que simbolizavam fertilidade e abundância.

  (Vênus de Willendorf - 25.000 a.C.- Museu de História Natural de Viena)

Os "artistas" dessa época se caracterizam como pintores-caçadores, pois estavam muito ligados à magia. As pinturas e as esculturas estavam ligados a um ritual de caça, uma espécie de culto na intenção de capturar uma boa presa. Os pintores-caçadores supunham ter poder sobre o animal desde que possuísse sua imagem, era como se ao pintar o animal na parede da caverna o homem estaria aprisionando a alma desse animal. Nesse mesmo período o homem começa a enterrar seus mortos e proteger os túmulos com pedras.


O Mesolítico, foi um período presente em algumas regiões que sofreram o efeito da glaciação (eras do gelo) são períodos de frio intenso quando a temperatura média da Terra baixa, provocando o aumento das geleiras (ou glaciares) nos polos e em zonas montanhosas, próximas às regiões de neve perpétua (que nunca derrete). Esse processo favoreceu possivelmente a migração do homem para outros continentes.


Neolítico, o homem passa a cultivar a terra e domesticar animais, a população começa a crescer e surgem as primeiras instiuições sociais: a família e a divisão do trabalho. Nesse período, ocorre também o desenvolvimento do artesanato, com a técnica de tecer panos (tecelagem) e a fabricação de cerâmicas. O homem deixar de habitar cavernas e são construídas as primeiras moradias: 

Nuragues eram habitações construídas com pedras sem o auxílio de argamassa.



Dolmens, geralmente eram duas pedras grandes fincadas verticalmente no chão, como se fossem paredes, e uma grande pedra horizontalmente sobre elas, parecendo um teto.



Santuário de Stonehenge


A pintura deste período é caracterizada pelo surgimento de motivos geométricos relacionada a uma suposta evolução naturalista-realista,  típico do paleolítico, para um abstracionismo na representação das formas. Na escultura, aparecem figuras de soldados em metal e vênus em tímios movimentos:



Referência:
História da Arte, de Graça Proença/ 2005.

Tunísia, janeiro de 2011


Manifestações contra a alta inflação, desemprego e corrupção.

Barroco no Brasil


Contexto histórico

Iniciou-se no fim do século XVI na Europa, teve seu ápice no século XVII, e se prolongou até o início do século XVIII. O movimento surgiu como uma forma de reagir às tendências humanistas, tentando reencontrar a tradição cristã. Nesse período o Estado Absolutista se consolidava. No Brasil, o panorama histórico do período esta situado durante a política de colonização, com o estabelecimento dos engenhos de cana-de-açúcar em Salvador (BA), capital do Brasil. A produção literária não foi favorecida nesse período, pois a disputa pelo poder no Brasil era evidente e chamava toda a atenção. O Barroco se estabeleceu no Brasil no final do século XVIII e predominou por todo o século XIX. 


Características do Barroco Brasileiro
Busca de efeitos decorativos e visuais, através de curvas e colunas retorcidas; entrelaçamento entre a arquitetura e escultura; violentos contrastes de luz e sombra; pintura com efeitos ilusionistas, dando-nos às vezes a impressão de ver o céu. Presença da tonalidade dourada, decorados com anjos e motivos florais e arabescos.  O Barroco compreende dois estilos: o primeiro estilo abrange as  regiões enriquecidas pelo comércio do açúcar e pela mineração: (MG, PB, PE, BA, RJ); e outro estilo é típico das das regiões fora do centro econômico da época: (SP)

O BARROCO NA BAHIA

Salvador (capital): centro econômico da região mais rica do país.
Destaque: Igreja e Convento de São Francisco de Assis


 Características:
- Considerada “A igreja mais rica do Brasil”
- Possui 03 naves; presença de motivos florais, arabescos dourados, anjos e atlantes.
- Frontão de linhas curvas.
Igreja de São Francisco, em Salvador, com frontão de característica barroca
Interior da Igreja

O BARROCO EM PERNAMBUCO

Recife: sede da Companhia Comercial de Pernambuco e Paraíba (a partir de 1759);
como era um importante centro de negócios, desenvolveu a cidade.
Destaque: Igreja de São Pedro dos Clérigos

Características:
- Portada barroca trabalhada em pedra
- Verticalidade (incomum no Brasil no século XVIII)
- Internamente possui um púlpito, altares entalhados em pedra e o teto pintado.
 
Fachada da Igreja de São Pedro dos Clérigos

Interior da Igreja de São Pedro dos Clérigos
O BARROCO NA PARAÍBA

João Pessoa: possui um conjunto arquitetônico muito importante.
Destaque: Igreja, convento e capela da Ordem Terceira.


 Características: 
- Apresenta dois muros que ladeiam a igreja, formando um adro.
- O cruzeiro tem base piramidal.
- Internamente possui uma ampla nave,
a capela possui no seu teto pinturas que causam ilusão de ótica.


BARROCO NO RIO DE JANEIRO

Rio de Janeiro: torna-se o centro de intercâmbio entre a região mineradora e Portugal, em 1763 recebe o título de capital do Brasil.
Destaque: Aqueduto da carioca



Arte Indígena Brasileira


A arte indígena brasileira é muito diversificada. 
Aqui abordaremos somente a Cultura Marajoara e a Cultura Santarém.

- Realidade Indígena 
A brutal redução numérica dos nativos brasileiros se deu por uma série de fatores, consequentemente, a sua cultura misturou-se aos costumes europeus e africanos, destruindo sua genuinidade. Porém, resistem ao tempo alguns trabalhos de uma beleza ímpar, dinâmica e alegre.

- Arte Utilitária
A arte é definida e caracterizada entre as muitas atividades realizadas pelos índios, ou seja, quando nos refirimos à "arte indígena" estamos atribuindo um conceito próprio que é estranho ao índio.

> O objeto parecia muitas vezes ser mais perfeito na sua execução que na sua atividade.
> Arte que representa mais as características da comunidade que a personalidade do indivíduo.

- O PERÍODO PRÉ-CABRALINO

"Antes dos portugueses alcançarem terras brasileiras, nosso território era ocupado por uma infinidade de povos que rompiam as compreensões de mundo do homem europeu. De forma equivocada, ao chegarem aqui, os portugueses acreditavam que os índios formavam uma cultura comum portadora de pequenas variações de comportamento e costume. Ainda hoje, essa primeira constatação de nossos colonizadores está bem afastada das atuais 218 etnias e 218 línguas e dialetos proferidos por nossos indígenas." Brasil Escola

a) Cultura Marajoara 





Localização: Ilha de Marajó
- Construíram habitações, cemitérios e locais para as cerâmicas.
- Os trabalhos com cerâmica tem forma antroporfas que podem ser classificados em:
1. VASOS DOMÉSTICOS (simples, não apresentam superfície decorada.)
2. VASOS CERIMONIAIS 
3. VASOS FUNERÁRIOS
(tanto os cerimoniais como os funerários possuem pintura bicromática ou policromática, com incisões na cerâmica e desenhos em relevo)



"A civilização marajoara rivalizaria com outras civilizações ameríndias nas manifestações artísticas, como pintura corporal, modelagem de barro, cestaria, adornos de plumas. Mas o terreno de Marajó, extremamente úmido e sujeito a inundações, afogou a própria identidade. Restou, sobretudo, a cerâmica; em particular a ritual - as igaçabas; os traços simétricos e harmoniosos as definem como arte geométrica ou estilizada.  

(estudiosos discutem ainda a finalidade das estatuetas que representam os seres humanos de modo estilizado onde não há preocupação em ser fiel a realidade, serviriam de adorno? Ou apenas nos ritos cerimoniais?)

Para aumentar a resistência da cerâmica, os marajoaras agregavam-lhe substâncias calcinadas: casca de árvore, carapaça de tartaruga, pó de pedra e conchas; e o cauxi, esponja silicosa que recobre a raiz das árvores permanentemente submersas. Usavam tintas vegetais e minerais. Para o vermelho, urucum e cajuru. Para o preto, jenipapo e axuã; carvão e fuligem. Coziam, a peça e aplicavam verniz obtido do breu do jutaí. Davam às tangas tratamento ainda mais delicado: lixavam com folhas de caimbé e poliam com caroços de inajá, taboca ou língua de pirarucu." Almanaque Brasil

Tangas (tapa-sexo usado pelas mulheres) – talvez as únicas, não só na América mas em todo
o mundo, feitas de cerâmica.
a) Cultura Santarém
  

Localização: Região próxima ao rio Tapajós e Amazonas.
 - Os trabalhos com cerâmica apresentam uma decoração complexa.
- Além das pinturas e desenhos, as peças apresentam ornamentos em relevos com figuras humanas ou de animais. 
- Presença de CARIÁTIDES: figuras de mulheres que apoiam a parte superior de um vaso.
- Destaca-se ainda a produção de cachimbos.
- As estatuetas são representadas com mais realismo a fim de representar o cotidiano fielmente.